
Em 12 de outubro de 539 a.C., o exército de Ciro, o Grande, entrou na Babilônia, precipitando o fim desse império. Assim como os israelitas testificavam que seu Deus, Javé, os ajudara a vencer as batalhas durante a conquista, Ciro declarava, em seu cilindro de vitórias, que detalha o seu famoso decreto permitindo ao povo judeu retornar à terra de origem, que tivera a seu lado Marduque, o deus protetor da Babilônia. Um dos atos mais impopulares de Nabonido, o último rei babilônio, fora levar os deuses sumérios e acadianos para a capital. Ciro logo os devolveu “para que morassem em paz em suas habitações”. Coerente com essa política de devolver os deuses a seus lares, em 588 Ciro permitiu que os judeus retornassem a sua terra para reconstruir o templo de Jerusalém com fundos persas, de modo que o Deus deles, Javé, voltasse a ter uma casa na qual habitasse. Ciro nomeou Sesbazar, filho de Joaquim, o último monarca de Judá, a quem nomeou governador de Judá, lhe permitindo retornar com o primeiro grupo de exilados e os utensílios do templo removidos por Nabucodonozor. O segundo grupo chegou a Judá sob a liderança de Zorobabel e nesse período crucial, Deus levantou dois profetas: Ageu e Zacarias. Foi principalmente pelo trabalho deles que o templo foi reconstruído. Ageu dá testemunho da importância do culto a Deus segundo as próprias ordens de Deus. O templo era o lugar escolhido especialmente por Deus para os encontros com seu povo. Ageu ensina a importância de colocar Deus em primeiro lugar. “Acaso, é tempo de habitardes em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas” (Ageu 1.4).
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