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PORQUE SEMPRE DIZER: SIM MEU SENHOR!

Salmo 23.4

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“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”. (Salmo 23.4)


Das muitas aplicações pessoais do livro de Jó para nós, a principal é a de que Deus é soberano. Podemos não entender como ele age, a nossa razão não possui meios para alcançar tamanha percepção. Autor de todo o poder do universo, conhecedor de tudo, presente em todos os lugares, dele é a última palavra e decisão. E nós, como ficamos? Ficamos na completa dependência dele, de que cada um de nós precisa ter a nossa experiência com ele, entendendo que essa experiência pode servir de estímulo para as outras pessoas, que não importa o tamanho das nossas dificuldades, que pela fé cremos que Deus é capaz de solucionar todas elas segundo a sua vontade e querer, que é necessário nos colocarmos em suas mãos, que a sua vontade é boa  para nós, que isto nos leva a confiar nossa vida aos cuidados do nosso Deus e Senhor sempre infinitamente fiel, cujo limite é nossa fé. Aprendemos que o sofrimento deve obrigar o ser humano a uma tomada de posição em relação a Deus, tornando-o consciente de nossa fraqueza e nulidade, purificando a piedade e aprofundando a comunhão com ele. O rabino Joseph Ber Soloveitchik, lembra que “o sofrimento serve para enobrecer o homem, para eliminar de sua mente o orgulho e a superficialidade, para ampliar seus horizontes e reparar os defeitos da personalidade”. No sofrimento a nossa atenção e auxílio devem se voltar para aquele que um dia exclamou: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 6.33). Como lidar realmente com o sofrimento? C. S. Lewis, em O Problema do Sofrimento, p. 83, ensina: “Não devemos jamais tornar o problema do sofrimento pior do que já é, falando vagamente de uma soma inconcebível de miséria humana”. Certa dia, mas precisamente numa tarde de quarta-feira, do mês de Dezembro, do ano 2006, visitava o lar do saudoso Diácono Achitechyno José Marcondes (Haroldo), da sua querida e mui amadas filha Mônica das Flores Marcondes e a neta Monique. O irmão compartilhava suas experiências missionárias durante sua viagem ao nordeste brasileiro. Não lembro de ter encontrado nos lares que tenho visitado um ambiente de tamanha paz e tranquilidade. Impressionou-me o procedimento da irmã Mônica, cujo semblante irradiava uma segurança que só se encontra naqueles que são conscientes de suas fraquezas e limitaçõe, que não se apoiam na suas próprias, mas sim na força do seu Deus e mantém firme e profunda comunhão com Ele.


Pr. Renée Barbosa da Silva

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